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Venda de sêmen bovino cresce 11,5% no primeiro semestre de 2026

A venda de sêmen bovino para pecuaristas somou 11,11 milhões de doses no primeiro semestre de 2026, alta de 11,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do Index Asbia, divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Considerando exportações e operações de prestação de serviços, o mercado movimentou 12,33 milhões de doses, avanço de 12,4%.

O desempenho foi puxado pela genética destinada à pecuária de corte. As vendas de sêmen para clientes finais nesse segmento chegaram a 7,88 milhões de doses no semestre, com crescimento de 16,9% na comparação anual. Na pecuária leiteira, foram comercializadas 3,24 milhões de doses, volume praticamente estável em relação ao mesmo intervalo de 2025, com alta de 0,1%.

Segundo o presidente da Asbia, Luis Adriano Teixeira, o movimento do mercado interno acompanha a virada do ciclo pecuário no país. Em nota, ele afirmou que a valorização do bezerro tem levado o pecuarista a buscar reposição de rebanho com mais qualidade e destacou o papel do melhoramento genético com apoio das biotecnologias reprodutivas.

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As exportações avançaram em ritmo mais forte que o mercado doméstico. Os embarques alcançaram 663,48 mil doses no semestre, alta de 66,8% ante igual período de 2025. A genética de corte respondeu por 415.024 doses, com aumento de 119,9% e novo recorde no período. Já as exportações de genética leiteira cresceram 18,9%, para 248.457 doses.

A oferta de material genético no mercado brasileiro, considerando produção nacional e importações, totalizou 14,04 milhões de doses no primeiro semestre, alta de 7,1%. A produção doméstica subiu 0,7%, para 10,29 milhões de doses, enquanto as importações avançaram 29,7%, para 3,75 milhões de doses.

Na genética leiteira, a produção nacional superou 2 milhões de doses coletadas no semestre, com crescimento de 24,14% sobre 2025.

O levantamento também mostrou avanço da inseminação artificial no país. A tecnologia foi utilizada em 4.225 municípios no primeiro semestre, o equivalente a 76,4% das cidades brasileiras e 9,95% acima do registrado um ano antes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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