O mercado do boi gordo continua travado por causa de uma queda de braço entre frigoríficos e produtores, conforme análise do Cepea. Diante disso, o mercado físico encerrou a última semana com baixa liquidez, mas com avanço nos preços na maior parte das praças pesquisadas.
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Enquanto a indústria tenta reduzir os preços diante das vendas enfraquecidas de carne bovina, os pecuaristas seguram a oferta de animais na expectativa de negociações mais favoráveis, cenário sustentado pela disponibilidade restrita de boiadas prontas para o abate.
O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ fechou a sexta-feira cotado a R$ 333,50 por arroba, acumulando alta de 2,1% na semana. No comparativo diário, o indicador avançou 0,71%, mas ainda registra queda de 0,86% no acumulado do mês, conforme os dados do Cepea.
No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça casada do boi terminou a semana com média de R$ 23,41 por quilo à vista, recuo de 1,1% em relação à semana anterior, refletindo a demanda mais fraca pela carne bovina.
As escalas de abate permaneceram, em sua maioria, programadas até o fim do mês, embora alguns frigoríficos já tenham iniciado compras para esta semana. Segundo o Cepea, elas variaram entre quatro e dez dias, dependendo da região e da indústria.
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