A China suspendeu as importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros, segundo registros da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). A medida passou a valer na quarta-feira (20) e envolve unidades da JBS, em Pontes e Lacerda (MT), da PrimaFoods, em Araguari (MG), e da Frialto, em Matupá (MT). O motivo informado foi a detecção de resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância proibida pela China em animais de corte.
As desabilitações constam no sistema Ciferquery SingleWindow, plataforma da GACC para registro de empresas importadoras de alimentos. As plantas suspensas são a JBS S/A, de Pontes e Lacerda (MT, SIF 51), a PrimaFoods, de Araguari (MG, SIF 177), e a Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, Frialto, de Matupá (MT, SIF 4490).
De acordo com comunicado consultado pelo Broadcast Agro, a suspensão foi informada ao governo brasileiro ainda na quarta-feira (20) pela adidância agrícola em Pequim, em ofício enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Até a publicação do conteúdo-base, as desabilitações ainda não apareciam integradas ao Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF).
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Segundo a comunicação chinesa, o composto identificado foi o acetato de medroxiprogesterona, um hormônio sintético usado como medicamento veterinário no controle do ciclo reprodutivo. A China proíbe a substância em animais destinados ao abate para produção de carne.
Com a nova decisão, sobe para quatro o número de frigoríficos brasileiros de carne bovina com embarques suspensos para o mercado chinês. Em abril, a China já havia interrompido as compras da Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados Ltda., do grupo Frigosul (SulBeef), em Várzea Grande (MT, SIF 1206), também sob alegação de resíduo da mesma substância em lote de carne bovina congelada desossada.
Procurados, JBS, PrimaFoods, Frialto e o Mapa não haviam se manifestado até a publicação do conteúdo original. O espaço permanece aberto para posicionamento.
A suspensão recai sobre plantas específicas, mas o caso amplia a atenção sobre controles sanitários e exigências do principal destino da carne bovina brasileira. Sem manifestação oficial das empresas e do ministério até o momento, não há informação pública sobre prazo para eventual revisão da medida ou sobre o volume diretamente afetado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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