As autoridades sanitárias do Vietnã habilitaram nesta terça-feira (13) mais quatro frigoríficos brasileiros para a exportação de carne bovina com osso e desossada.
São duas novas plantas em Rondônia, uma em Mato Grosso do Sul e mais uma no Tocantins, todas pertencentes à Minerva.
A abertura do mercado vietnamita para a proteína animal brasileira foi iniciada em março de 2025, com a primeira remessa enviada em setembro: 27 toneladas de patinho da Friboi, marca do Grupo JBS.
Assim, os novos estabelecimentos autorizados agora se somam a outros quatro que já tinham recebido autorização após processo de avaliação técnica: em Goiás (3) e Mato Grosso (1), todas da JBS.
De acorodo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), dezenas de outras empresas ainda aguardam o aval para adentrar em um dos países que mais têm expandido o consumo de proteína animal nos últimos anos.
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destaca, em nota, que foram necessárias décadas de negociação para que o Vietnã iniciasse as compras de carne bovina brasileira e que seguirá atuando para ampliar o número de estabelecimentos habilitados e diversificar mercados.
Em 2025, o país do leste asiático importou 94,7 mil toneladas da proteína brasileira. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a tendência é de expressivo aumento em 2026. Contudo, ele não acredita que o mercado vietnamita deva suprir o volume que deixará de ser exportado à China após as salvaguardas impostas pelo país que limitam a 1,1 milhão de toneladas as importações brasileiras.
“A autorização de novas plantas exportadoras ao Vietnã é uma ótima notícia, mas é um país que não tem o mesmo potencial de compra que a China possui. Precisamos de várias iniciativas como estas, como a abertura do mercado japonês, da Turquia, trabalhar mais firme nas Filipinas, na União Europeia e Estados Unidos para, só então, podermos falar em uma possibilidade de chegar em parte ao volume que a China deixará de comprar do Brasil”, enfatiza.
Com isso, o especialista acredita que os benefícios da diversificação de mercados para a carne bovina brasileira será sentida no médio e longo prazo.
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