O mercado físico do boi gordo ainda se depara com um ou outro negócio acima da referência média, em um ambiente em que os frigoríficos de menor porte encontram maior dificuldade na composição de suas escalas de abate.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que as indústrias maiores ainda contam com relativa tranquilidade, fazendo uso de animais de parceria e confinamentos próprios, práticas que garantem um posicionamento mais confortável.
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“O mercado segue atento ao comportamento dos preços no atacado e ao fluxo semanal de exportação”, diz o especialista.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 351 — ontem: R$ 350,33
Goiás: R$ 342,86 — ontem: R$ 341,25
Minas Gerais: R$ 337,12 — ontem: R$ 336,41
Mato Grosso do Sul: R$ 347,84 — ontem: R$ 347,39
Mato Grosso: R$ 331,08 — ontem: R$ 330,95
Mercado atacadista
O mercado atacadista mantém as cotações nos patamares alcançados após os reajustes recentes.
Iglesias destaca que a entrada dos salários na economia favoreceu a reposição entre atacado e varejo durante a primeira metade do mês, mas a expectativa é de menor dinamismo do consumo na segunda quinzena.
“Paralelamente, os cortes suínos e a carne de frango continuam apresentando maior competitividade, restringindo o espaço para novas valorizações da carne bovina em um ambiente de menor poder de compra das famílias”, assinalou Iglesias.
Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo
Quarto dianteiro: R$ 19,50 por quilo
Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,1537 para venda e a R$ 5,1517 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1266 e a máxima de R$ 5,1616.
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