A escolha da semente é uma das decisões mais importantes na formação ou reforma de uma pastagem. Embora represente apenas entre 5% e 8% do custo de implantação, esse insumo influencia diretamente a produtividade, a durabilidade da área e o retorno econômico da atividade pecuária.
Segundo o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, investir em sementes de qualidade permite uma implantação mais uniforme da pastagem e potencializa o aproveitamento dos recursos aplicados na correção do solo e na adubação.
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“Quando o produtor escolhe uma semente de qualidade e adequada às condições da propriedade, consegue uma implantação mais uniforme, maior longevidade da pastagem e aproveita melhor todos os investimentos feitos em correção de solo e adubação”, diz.
Não existe uma forrageira ideal para todas as propriedades
A definição da cultivar deve considerar uma série de fatores, como tipo de solo, clima, sistema de manejo e categoria dos animais. Solos com diferentes níveis de fertilidade, drenagem e textura exigem materiais específicos, assim como regiões com regimes distintos de chuva pedem cultivares adaptadas às condições locais.
O sistema de produção também pesa na escolha. Em sistemas extensivos, a prioridade costuma ser por forrageiras mais resistentes e persistentes, como Brachiaria Marandu e Piatã. Já em sistemas intensivos ou com pastejo rotacionado, ganham espaço materiais com maior capacidade de rebrota e resposta à adubação, caso de Panicum Zuri, Tamani e da própria Brachiaria Piatã.
Na integração lavoura-pecuária, outro aspecto importante é a produção de biomassa e palhada, o que favorece cultivares como Panicum Zuri e Panicum Tamani.
“A recomendação da forrageira precisa considerar o conjunto das características da propriedade. Solo, clima, manejo e objetivo da produção caminham juntos. Quando essa análise é feita corretamente, a pastagem entrega melhor desempenho e permanece produtiva por muito mais tempo”, explica Dantas.
Categoria animal também influencia a decisão
O objetivo da produção é outro fator que deve entrar na conta. Animais destinados à cria, recria ou engorda possuem exigências nutricionais diferentes, o que interfere na escolha da forrageira.
De forma geral, sistemas voltados à cria tendem a utilizar cultivares com maior persistência e boa qualidade nutricional, como Piatã e Marandu. Já propriedades focadas em recria e engorda costumam priorizar materiais capazes de proporcionar maior ganho de peso, como Tamani e Zuri.
Escolha errada pode gerar prejuízos
Quando a seleção da semente é feita sem critérios técnicos, os impactos aparecem rapidamente. Entre os principais problemas estão a degradação precoce da pastagem, menor produção de forragem, aumento da infestação de plantas daninhas, necessidade de replantio e redução da capacidade de lotação da área.
Na prática, isso compromete a rentabilidade da propriedade e pode elevar os custos ao longo dos anos.
“Muitas vezes o produtor acredita que está economizando na compra da semente, mas acaba assumindo um custo muito maior no futuro. Uma escolha inadequada reduz a vida útil da pastagem, compromete a produtividade e exige novos investimentos para recuperar a área”, alerta.
Cuidados para uma boa formação da pastagem
Para aumentar as chances de sucesso na implantação, especialistas recomendam:
preparar e corrigir o solo;
realizar a adubação de plantio;
utilizar sementes de qualidade;
respeitar a profundidade correta de semeadura;
plantar no início do período chuvoso;
fazer o primeiro pastejo no momento adequado.
*Com informações da assessoria de imprensa
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