A Sociedade Rural Brasileira (SRB) afirmou neste domingo (7) que é necessário esclarecer os motivos que levaram o Brasil a ser retirado da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para a União Europeia a partir de setembro de 2026. Em nota, a entidade defendeu uma avaliação detalhada do processo de adequação às regras do bloco europeu. Segundo a SRB, a prioridade é identificar falhas e corrigir procedimentos para preservar o acesso a mercados internacionais.
De acordo com a entidade, a restrição está ligada a um regulamento aprovado pela União Europeia em 2019 e complementado em 2023. A norma exige dos países exportadores a comprovação de equivalência regulatória nas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. O prazo de adequação, segundo a SRB, sempre esteve fixado para setembro de 2026.
Na avaliação da entidade, o episódio deve ser examinado sob o ponto de vista técnico e regulatório, e não como disputa por responsabilidades. A SRB afirmou que o objetivo deve ser entender por que as etapas exigidas pelo bloco europeu não foram concluídas dentro do cronograma previsto.
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Em nota, a organização disse que o Brasil reúne condições técnicas para atender às exigências. A entidade citou o histórico do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISPOA) e os mecanismos de autocontrole adotados pelo setor privado como instrumentos que ampliaram a eficiência e a transparência da fiscalização.
No caso da pecuária bovina, a SRB também mencionou a experiência do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov), utilizado na rastreabilidade de animais destinados a mercados com exigências específicas.
A entidade declarou que “a produção animal brasileira reúne amplos segmentos altamente tecnificados e plenamente capazes de atender a esse tipo de exigência”. Até o momento, o conteúdo disponível não informa posicionamento detalhado das autoridades brasileiras nem da União Europeia sobre as razões operacionais da exclusão, o que limita a mensuração imediata do alcance comercial da medida.
Do ponto de vista técnico, o caso reforça a importância de alinhamento regulatório, rastreabilidade e conformidade sanitária para a manutenção de mercados externos. Sem a divulgação completa dos motivos formais da restrição e dos produtos efetivamente afetados, ainda não é possível dimensionar com precisão os desdobramentos para embarques, plantas habilitadas e fluxo exportador.
Fonte: Estadão Conteúdo
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