O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta sexta-feira (22) a Portaria nº 1.630, que reconhece oficialmente a raça ovina Berganês no país. A mesma medida autoriza a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), sediada em Bagé (RS), a realizar o registro genealógico dos animais, conforme as normas federais para esse tipo de serviço.
Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), a autorização foi concedida à entidade registrada no Mapa sob o nº 007. Com a publicação, a Berganês passa a integrar formalmente o conjunto de raças ovinas reconhecidas pelo ministério, o que insere a raça no sistema oficial de controle genealógico.
O registro genealógico é um instrumento técnico usado para identificar a origem dos animais, manter informações sobre linhagens e acompanhar características zootécnicas ao longo das gerações. Na prática, o processo organiza dados de ascendência e padronização racial, além de apoiar programas de seleção e melhoramento genético em rebanhos comerciais e de reprodução.
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Para a cadeia da ovinocultura, esse tipo de reconhecimento regulatório cria uma base formal para a rastreabilidade e para a valorização de animais registrados em plantéis selecionados. Também contribui para a preservação das características raciais e para a estruturação de criadores interessados em reprodução, comercialização de matrizes e seleção genética.
A portaria informada pelo ministério não detalha, no material divulgado, o número de animais da raça, sua distribuição geográfica, características produtivas ou estimativas de impacto econômico. Esses dados são relevantes para dimensionar o alcance da medida na cadeia ovina, mas não foram apresentados no comunicado oficial.
Com o reconhecimento e a autorização de registro, o próximo passo técnico passa a ser a operacionalização do serviço genealógico pela Arco dentro das regras vigentes. Sem informações adicionais sobre efetivo, expansão de plantéis ou metas de seleção, ainda não há base pública suficiente para projetar o alcance produtivo da medida no curto prazo.
Fonte: gov.br
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