O mercado do boi gordo continua pressionado neste fim de maio, em um cenário marcado pela maior oferta de animais para abate e pela atuação mais cautelosa dos frigoríficos. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços vêm registrando queda há mais de um mês em diversas praças pecuárias do país.
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A pressão é mais intensa em regiões onde a frente fria já avançou, favorecendo o aumento da oferta de gado pronto para o abate.
Frigoríficos reduzem compras no mercado físico
Outro fator que vem limitando o ritmo dos negócios é a menor procura das indústrias no mercado spot. De acordo com o Cepea, grandes frigoríficos reforçaram o abastecimento por meio de contratos antecipados e também contam com gado próprio, o que garante maior conforto nas escalas de abate.
Com isso, as compras de balcão passaram a ter papel complementar, reduzindo o poder de negociação dos pecuaristas.
No encerramento da última semana, algumas indústrias informaram que só retornariam às compras a partir desta terça-feira (26) em praças importantes como Cáceres, Tocantins e Colíder.
Goiás lidera quedas no preço do boi gordo
Entre as principais praças monitoradas, Goiás registrou as quedas mais expressivas na comparação semanal. No norte goiano, os preços recuaram 2,4%. Em Rio Verde, a baixa foi de 2%, enquanto Goiânia apresentou desvalorização de 1,3%.
Por outro lado, em São Paulo, o mercado apresentou estabilidade nos últimos dias, interrompendo a sequência de quedas observada desde o início do mês.
O indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou a sexta-feira com média à vista de R$ 345,75 por arroba, acumulando queda de 2,45% em maio.
Carne bovina também registra desvalorização
No atacado, os preços da carne bovina também encerraram a semana em baixa. O corte dianteiro caiu 0,57% no dia, enquanto o traseiro recuou 0,41%.
Com isso, a carcaça casada bovina — referência que reúne todos os cortes com osso — teve desvalorização diária de 0,42%, fechando com média de R$ 24,98 por quilo.
O mercado agora acompanha os dados oficiais das exportações de carne bovina, considerados fundamentais para medir o ritmo da demanda externa e o impacto sobre os preços internos.
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