Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Cerrados apresentaram, na última quinta-feira (7), estratégias de manejo integrado da paisagem no Cerrado e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) a cerca de 60 participantes do Folur Livestock Sector Dialogue, em Brasília. O encontro ocorreu entre segunda-feira (5) e quinta-feira (8) e reuniu representantes de governos, instituições financeiras, setor privado e equipes técnicas de projetos internacionais.
O evento faz parte do Programa de Impacto nos Sistemas Alimentares, Uso da Terra e Restauração (Folur), plataforma global liderada pelo Banco Mundial e financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês). A iniciativa atua em 27 países e busca acelerar ações em cadeias de valor de oito commodities, entre elas pecuária, soja, milho, café e trigo.
Na apresentação sobre o Cerrado, o pesquisador Felipe Ribeiro, da Embrapa Cerrados, detalhou ações de recuperação de áreas degradadas, recomposição de vegetação nativa e uso da plataforma WebAmbiente para diagnóstico, planejamento e monitoramento. Segundo ele, a proposta é integrar ciências de plantas, animais e recursos naturais para restaurar a funcionalidade do ecossistema agrícola e ampliar serviços ecossistêmicos, como regulação da água, conservação da biodiversidade e sequestro de carbono.
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Na vitrine tecnológica da unidade, os pesquisadores Roberto Guimarães Jr., Karina Pulrolnik e Júlio Reis mostraram resultados de sistemas ILPF. De acordo com a Embrapa, esses modelos já são adotados em pelo menos 17 milhões de hectares no Brasil. Os estudos apresentados indicam ganhos em produtividade animal e de grãos, melhoria das condições físicas do solo, maior ciclagem de nutrientes, redução de pragas e melhor balanço de carbono.
Reis também apresentou análises econômicas de propriedades de Mato Grosso ao longo de sete anos. Os dados mostraram que sistemas integrados tiveram produtividade superior e maior retorno econômico, especialmente pela diversificação de produtos e pela inclusão do componente florestal.
Para Peter Umunay, líder temático global para sistemas alimentares e uso da terra no GEF e gestor do Folur, a experiência brasileira pode subsidiar adaptações em outros países. Segundo ele, o intercâmbio técnico busca identificar parcerias para ampliar o uso de soluções baseadas em pesquisa, políticas públicas e inovação em paisagens produtivas.
Fonte: embrapa.br
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