O “Giro do Boi Responde” desta terça-feira (26) atendeu à dúvida do zootecnista Daniel Resende, de Vila Rica, Mato Grosso. Ele está estruturando um projeto de pequeno porte com cem matrizes para produção leiteira e deseja trabalhar com o cruzamento industrial de dupla aptidão.
O objetivo de Daniel é aproveitar o melhor dos dois mundos: produzir leite com as fêmeas e obter um excelente aproveitamento dos machos para o mercado de corte. Ele pensou em utilizar a raça Pardo-Suíço sobre as suas vacas Girolando, mas quis saber se este é o melhor caminho.
Confira:
Orientações sobre cruzamento
A resposta foi dada pelo zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, além de autor do blog “Crossbreeding”. Zadra trouxe conceitos modernos de conforto térmico, metabolismo adaptado e heterose máxima para direcionar o pecuarista a atingir o máximo rendimento de carcaça e sustentabilidade financeira.
Ao planejar o cruzamento sobre uma base Girolando, a primeira regra é respeitar o termômetro. As matrizes Girolando (sejam Meio-Sangue ou 5/8) já carregam a rusticidade e a adaptabilidade do Zebu (Gir). Zadra alerta que Daniel não deve utilizar taurinos puros continentais ou britânicos tradicionais, como Angus ou Hereford, em regime de pasto contínuo em regiões quentes.
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Opções de touros para corte
Para recriar e terminar os machos de corte exclusivamente a pasto com eficiência, os bezerros precisam herdar tolerância ao calor. Por isso, a indicação para a vacada Girolando é a utilização de touros de raças bimestiças ou taurinas adaptadas.
O especialista dividiu as opções de touros de acordo com o objetivo final da propriedade. Raças de origem europeia ou africana selecionadas no clima tropical, ao cruzar com o Girolando, garantem 100% de heterose e mantêm o pelo zero no rebanho.
Divisão das matrizes
Antes de soltar os touros de corte no pasto, Alexandre Zadra orienta que Daniel faça uma divisão cirúrgica nas suas cem matrizes Girolando. O projeto de produzir carne de qualidade utilizando a base do rebanho leiteiro pode ser lucrativo, desde que o produtor respeite a adaptação ao clima.
Utilizar o Canchim se o foco for o peso máximo de carcaça, ou o Senepol se o objetivo for a precocidade de ganho, resultará em um gado tricross que aproveita os pastos da fazenda com alto rendimento.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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