A ressincronização tem sido adotada por fazendas de corte como estratégia para ampliar a taxa de prenhez dentro da mesma estação reprodutiva. A prática consiste em submeter novamente à inseminação artificial em tempo fixo (IATF) as fêmeas que não conceberam no primeiro serviço, com o objetivo de acelerar resultados e aumentar a produção de bezerros.
Segundo o gerente Advantage da Alta, Adnan Rodrigues, o método possibilita corrigir falhas iniciais e manter o planejamento reprodutivo.
“Após o diagnóstico de gestação, identificamos as matrizes vazias e reiniciamos um novo protocolo. Esse processo pode ocorrer de forma tradicional, por volta de 30 dias após a IATF, ou de maneira antecipada, com a ressincronização precoce e a superprecoce, que começam antes mesmo do diagnóstico”, explica.
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Prenhez no início da estação
De acordo com Rodrigues, a principal vantagem está no aumento do número de fêmeas prenhes no começo da estação. “A ressincronização aumenta a velocidade com que as vacas emprenham. Quando mais fêmeas concebem logo no início da estação, maior é a produção de bezerros do cedo, que crescem mais rápido e desmamam mais pesados”, afirma.
Esses animais nascem em um período com menor pressão de parasitas e condições sanitárias mais favoráveis, o que contribui para maior uniformidade dos lotes e impacto direto no resultado econômico da fazenda.
Além do efeito sobre a taxa de prenhez, a ressincronização reduz o custo por gestação, sobretudo em categorias como vacas primíparas. O aumento do número de prenhezes por IATF também amplia o uso de acasalamentos dirigidos.
“Em muitos casos, abre-se espaço para estratégias de cruzamento industrial, agregando ainda mais valor ao sistema”, acrescenta Adnan.
Formas de aplicação
A técnica pode ser utilizada em diferentes momentos da estação reprodutiva:
Tradicional: início cerca de 30 dias após a primeira IATF
Precoce: início por volta de 22 dias após a inseminação
Superprecoce: início a partir do 14º dia pós-IATF
A definição do protocolo depende do sistema de produção e das metas da propriedade. “Planejamento é o ponto de partida. É fundamental entender a duração da estação, categoria das matrizes e metas de produção para definir qual ressincronização faz mais sentido”, conclui.
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