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China adia investigação da carne bovina e reduz pressão sobre a cotação do boi gordo, diz analista

Foto: Freepik

A decisão da China de adiar por mais dois meses o resultado da investigação sobre as importações de carne bovina trouxe alívio ao mercado pecuário brasileiro. O novo prazo, confirmado pelo Ministério do Comércio do país asiático, estende a análise até 26 de janeiro de 2026.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor aguardava essa definição há meses. Ele afirma que a prorrogação é uma boa notícia, especialmente após semanas de forte volatilidade no mercado futuro do boi gordo.

Mercado futuro pressionado

Iglesias explica que o mercado vinha registrando um movimento “bastante agressivo de queda”, influenciado pelas especulações sobre possíveis restrições chinesas. A expectativa era de preços firmes no último bimestre, o que não se concretizou.

“Tínhamos uma perspectiva positiva para a arroba e que não se consolidou justamente por conta dessas especulações envolvendo a China”, afirmou.

Com a extensão da investigação, o analista acredita que os preços tendem a retomar estabilidade e podem até reagir. Ele cita dois fatores: o retorno dos Estados Unidos às compras de carne bovina brasileira e o adiamento da decisão final por parte da China.

Investigação segue sem mirar países específicos

A investigação chinesa, iniciada em dezembro do ano passado, não tem foco específico em um ou outro fornecedor. No entanto, eventuais salvaguardas podem atingir diretamente os maiores exportadores para o país, como Brasil, Argentina e Austrália.

Para Iglesias, a manutenção do acesso ao mercado chinês neste período é essencial para evitar novas pressões sobre a arroba, especialmente em um momento de demanda interna mais fraca.

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